Malandragem
É muito estranho ser do Rio e morar em outro estado. E digo isso não pelas diferenças culturais e sim porque as pessoas de alguma forma criam expectativas quando notam que eu sou carioca rsrsrs.
Automaticamente pensam que eu sei dançar samba ou funk, sou malandro ou coisa do tipo e esperam sempre aquela sagacidade e ginga típicas dos meus conterrâneos.
Acontece que eu, pobre curumim, não sou nada disso. Não sei sambar, não sei dançar funk e estou muito longe de ser um malandro, um cara esperto e sagaz...na verdade eu estou mais para o trouxa do rolé.
Eu acho que já falei sobre isso aqui no blog, eu nasci na capital fluminense, sou o que chamam de carioca da gema. A maternidade onde nasci, em julho de 1987, ficava numa região do Rio conhecida como Praça Mauá, onde hoje fica o belíssimo Museu do Amanhã.
Minha família era de um bairro chamado Bonsucesso (grafado assim mesmo, tudo junto) um típico bairro de subúrbio carioca. Mas meu pai decidiu quando eu ainda era criança que a gente deveria morar mais para o litoral do estado, então eu cresci numa região chamada Costa do Sol ou Região dos Lagos. Numa cidade chamada Rio das Ostras. Por isso eu considero essa cidade como minha cidade natal. Sou um cidadão riostrense com muito orgulho 😂
Talvez seja por isso que eu não tenha a tal da ginga carioca rsrsrsrs. A única coisa que eu tenho do meu estado natal é um leve sotaque com o s chiado.
Isso é algo completamente insignificante, mas no meu trabalho toda semana um ou outro colega toca nesse assunto de Rio de Janeiro e comenta o fato de eu não ter a malandragem carioca. Que coisa esquisita isso. Esse pessoal fica vendo personagens cariocas esteriotipados na televisão e acham que todas as pessoas do estado do Rio são daquele jeito meio malandrão. Não são. Eu hein! Fala sério, pô! 😂
O engraçado disso tudo é que esse tema é algo que eu nunca precisei me preocupar e nunca nem tinha pensado sobre. Mas quando mudei aqui para Região Sul acabou se tornando um assunto recorrente na roda de amigos.
Quando a gente sai da nossa bolha percebemos como somos diferentes das outras pessoas de outros lugares. É uma sensação engraçada.
No fim das contas cada um carrega um pedacinho do lugar de onde veio, mas sem precisar virar mascote de estereótipo nenhum.
No máximo, solto um “pô” no meio da frase e deixo o s dar aquela chiadinha de leve. Já tá ótimo. O resto é vida que segue, rindo dessas pequenas confusões culturais e tentando não parecer tão “trouxa do rolé” quanto eu realmente sou 🤡
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